As vezes sou sentimentalista, idealizador.
Coloco uma mulher nas alturas
E por ela sofro de amor
Imaginando-a como a mais bela das figuras.
Falo de uma moça idealizada,
Formosa, pura e fiel.
Lembrar dela me leva ao céu
Porque é minha musa perfeita e desejada.
Mal-do-século, condoreira ou indianismo?
Com qual geração me identifico?
Porém, as palavras impedem a confusão.
Porque não falo de um índio herói
Nem da dor que a alma do escravo corrói,
Mas sim da mulher que domou o meu coração.
(Ailton Cavalcante - insider trading 2007)
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